quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Especial Dia das Crianças: como fazer um livrinho animado com seu filho

No Dia das Crianças, os pequenos costumam ganhar presentes caros e, às vezes, com eles os pais não conseguem participar da brincadeira.

Como no Canal do Artesanato adoramos os trabalhos manuais e também a cooperação entre as pessoas para fazê-los, tivemos a ideia de criar um especial voltado ao Dia das Crianças, para que os pais possam presentear os filhos com uma experiência divertida, da qual ambos poderão participar.

A proposta é criar um livrinho animado, com a técnica de kirigami: lembra-se daqueles livrinhos que você abre e os papéis criam formas em três dimensões? Com esta aula, do professor Luiz Masse, você conseguirá fazer um junto de seu filho!

Para criar o livrinho em kirigami, é necessário ter cola bastão, tesoura, papéis coloridos, canetinhas ou lápis de cor. A execução é simples: dobre cada papel ao meio e depois corte pedaços para obter formas variadas. Vá colando cada folha, de modo a formar o livrinho.

O livrinho animado é fácil de fazer e fica muito bacana quando pronto.

Vocês podem inventar uma história e contá-la em várias páginas, fazer colagens de outros materiais, ou até usar fotos de família. As possibilidades são enormes para colocar a sua imaginação e a do seu filho em prática!

A aula completa, com mais de 50 minutos de dicas e técnicas, está disponível no Canal do Artesanato.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Entrevista exclusiva com Valéria Souza

Valéria Souza é a criadora do Fast Patch, uma das técnicas ensinadas no Canal do Artesanato que podem ser executadas com muita rapidez, sem a necessidade de ter cuidado com sofisticação da peça. A graça é justamente fazer algo divertido e prático, sem ficar fazendo medidas, como a artesã explica.

Valéria Souza criou o Fast Patch há apenas três anos, mas pratica artesanato desde os sete!

O Fast Patch tem realmente tudo a ver com a sua criadora, que apesar de fazer artesanato há muitos anos, apenas começou a trabalhar nessa área há três anos. Formada em História, Valéria mudou várias vezes de profissão até encontrar a paixão no artesanato. As curiosidades sobre a história dela são contadas abaixo, em nossa entrevista. Confira:

- Depois que se formou em História, você deu aulas durante cinco anos. Por que abandonou as salas de aula?

Conheci o Miguel, meu esposo, logo que me formei. Ele tinha uma pequena empresa, uma copiadora, como se costumava dizer na época. Nas minhas folgas, eu o ajudava e o envolvimento com a empresa foi aumentando. Fui diminuindo o número de aulas, até me dedicar exclusivamente à empresa.

- E, depois disso, fez o curso de Direito durante dez meses, então parou. Conte para nós qual foi o motivo da decisão.

A vida acadêmica é fascinante, o Direito sempre me fascinou, por isso decidi fazer o curso. Quando eu estava no último semestre e precisava fazer estágio, tinha dois bebês (o Caio, com três anos, e o João, que acabara de nascer), tocava a empresa com o Miguel e estávamos implantando a Comunicação Visual. O meu marido precisou fazer uma cirurgia de coluna. Era impossível conciliar tanta coisa. Optei naquele momento por cuidar da minha família e da empresa. Com tantos afazeres, o tempo passou e nunca mais voltei ao curso de Direito.

- Logo em seguida, você já montou uma empresa de Comunicação Visual com o seu marido. Como surgiu a ideia?

Na verdade, a Comunicação Visual foi uma evolução quase natural da copiadora. De olho no mercado, entendemos que ele evoluiria para isso, então investimos no segmento. Deu muito certo.

- De Comunicação Visual, você não cansou rápido e trabalha com isso até hoje, tem 22 anos de experiência. Então, como começou a trabalhar com artesanato?

Sim, desde que conheci o Miguel são 29 anos entre copiadora e Comunicação Visual, ele tem mais de 30 anos de atividade. A Comunicação Visual é dinâmica e desafiadora, não dá pra cansar. Na Comunicação Visual, pude explorar meu potencial criativo, precisei ser autodidata em designer gráfico, porque quase não havia formação acadêmica na época.

Eu nasci arteira, fazer arte sempre foi meu hobby, desde os sete anos faço artesanato, aprendi ainda menina a fazer tricô, crochê, bordado, etc. Tudo sempre me interessou, mas nada “tanto assim”, haha. Com tantos quesitos a meu favor, foi fácil. Criatividade, meios disponíveis, materiais disponíveis, paixão por artesanato e um marido que sempre apoiou. O que era hobby se transformou em negócio.

- Qual foi o fator comum que fez você mudar de área algumas vezes em sua trajetória profissional?

Adoro um desafio, sou curiosa e passional no trabalho. Deixo-me levar pela paixão. Se fosse possível conciliar tudo o que já fiz e faço, estaria fazendo tudo até hoje.

- Para as pessoas que não conhecem o Fast Patch, como você descreveria a técnica?

Fast Patch é uma técnica de customização artesanal, com tecido. Uma técnica rápida, fácil e que qualquer pessoa pode fazer. Por isso ganhou, em tão pouco tempo, tantos adeptos de todas as faixas etárias.

- Quais outras técnicas de artesanato você pratica, além do Fast Patch?

Fast Patch tattoo para aplicação de strass (customização com strass, usando base transferível) e personalização com adesivagem de vinil.

- São três anos trabalhando com a técnica de Fast Patch, mas você já tem muita coisa a dizer sobre a área. O que é, em sua opinião, importante para trabalhar com artesanato?

É preciso ter paixão, ser apaixonado por artesanato é mais importante do que dominar qualquer técnica. A paixão te impulsiona, diminui os obstáculos, te mantém motivada. Não tem outro caminho, todas as outras qualificações são inteiramente dependentes dela.

- Qual é a peça que você ensinou no Canal do Artesanato da qual mais gosta?

Tenho aulas de adesivagem no Canal, faço isso há 22 anos, é uma paixão antiga. Mas nem por isso sou menos apaixonada pelas outras técnicas.

- Qual técnica ensinada no Canal do Artesanato você acha que pode combinar bem com o Fast Patch?

Existem alguns recursos de outras técnicas que podem ser unidos ao Fast Patch. Por exemplo, você pode usar máquinas de recorte de scrapbook para cortar tecidos e cortadores/perfuradores de papel para cortar Glitter Fast Patch.  Há possibilidades também de compor Fast Patch com pintura e desenho.

- Deixe uma mensagem para nossos leitores do blog do Canal do Artesanato.

Todos podem fazer artesanato, há  com certeza uma técnica com a qual você vai se identificar e se apaixonar.  Não há ex-artesão: quem é não quer deixar de ser. Junte-se a nós.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Pintura em tecido e outras técnicas: muitas novidades no Canal do Artesanato

Os praticantes de pintura em tecido têm bons motivos para curtir a técnica no Canal do Artesanato!

Aulas novas dos artesãos Luis Moreira e Thanynha Ávila trazem dicas que ajudam a criar peças diferentes das quais estamos acostumados. A Thanynha, por exemplo, fez uma combinação genial: costurou sua pintura original Anna Paula em uma bolsa feita por ela mesma. Ela não parou por aí: também quiltou detalhes da pintura.


A Thanynha conta no vídeo que ela assistiu às aulas da professora Ana Cosentino do Canal do Artesanato para aprender a fazer a bolsa, depois, executou o projeto sozinha. O que tiramos dessa experiência da artesã é a possibilidade de combinar técnicas de maneiras inusitadas e ter muita criatividade no processo.

Tem mais, claro! O artesão Luis Moreira passa a ensinar, a partir da aula desta semana, como criar paisagens com a pintura em tecido molhado (ele usa álcool para permitir maior absorção das tintas pelo tecido, técnica que traz resultados mais delicados). Fica bastante diferente e original!


Fora pintura em tecido, temos o quadro negro adesivado, novidade da artesã Valéria Souza, da técnica de Fast Patch, além de aulas sobre peças para o Natal (não está tão cedo assim, já estamos quase em outubro!). E, claro, tem várias outras aulas novas que você só encontra no Canal do Artesanato.

Já é assinante do Canal? Acesse as aulas mencionadas neste post:

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Reciclagem: faça brinquedos com materiais sem uso

O Canal do Artesanato tem nova aula sobre reciclagem!

O artesão Fábio Jarjura, designer e publicitário, nos ensina a prestarmos atenção em todos os materiais que irão para o lixo. Praticamente tudo pode ser reaproveitado para criar bonecos e brinquedos originais, ou inspirados no cinema, literatura, televisão e outras mídias.

Mesmo com tampa de pasta de dente é possível fazer um pé de urso panda!

Na primeira aula, Fábio mostra que objetos cotidianos, como embalagens de produtos, possuem formas geométricas que podem representar partes do corpo: cabeça, pés, braços, entre outros. Várias dicas semelhantes a essa aparecerão nas aulas do professor Fábio Jarjura, que ensinará nas próximas aulas como montar peças a partir de materiais sem uso.

Aproveite e combine as técnicas das aulas do professor Sassá, de arte-educação, e da professora Beth Pires, de reciclagem artesanal, para fazer peças com custo-baixo, mas que serão muito valorizadas.

Já é assinante do Canal do ArtesanatoAssista à aula do artesão Fábio Jarjura.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mosaico: para os mais arteiros do Canal do Artesanato

Gosta de fazer bagunça?

O mosaico é ideal para quem quer fazer artesanato sem se preocupar com a chance de sujar as mãos! Como a essência da técnica é colar pastilhas de cristal em uma superfície e depois passar rejunte sobre o desenho pronto, é natural que o processo tenha um pouco de “meleca”, o que torna essa arte agradável de praticar.
O rejunte do mosaico preenche os espaços e dá o destaque necessário às pastilhas de cristal (foscas, com brilho ou detalhes).

Para começar a praticar o mosaico, você irá precisar de alguns materiais básicos. O rejunte é um dos principais e precisa ser de boa qualidade, caso contrário, a mistura dele com água não resultará na textura indicada para o acabamento final.

É necessário também ter cola branca extra-adesiva à base de PVA (aquelas de papelaria não servem), borrifador com água, esponja para limpeza após a aplicação do rejunte, espátula e pinça para mosaico, que ajuda a pegar as pastilhas de cristal, as quais são muito pequenas.

O mosaico pode ser usado para ornamentar diferentes objetos da sua casa.

No Canal do Artesanato, a técnica do mosaico é ensinada pela artesã Mylla Garbi. Se você já é assinante, confira a aula inicial para conhecer o mosaico.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Canal do Artesanato: aulas novas da semana

As novas aulas do Canal do Artesanato desta semana são a respeito de diversas técnicas que nós artesãos e artesãs adoramos. Confira o nosso resumão para você não perder nada!

Cartonagem projetada
Nós recebemos o comentário de uma artesã e leitora do blog que busca mais aulas sobre como projetar em cartonagem, justamente o tema de duas aulas novinhas da professora Alice Yozhiyoka. Uma coincidência positiva, não?


Nas aulas de cálculo para nicho e aprofundamento de caixa sextavada e oitavada, ensinamos como fazer alguns cálculos bastante importantes da técnica de cartonagem. Com essas aulas, queremos que as pessoas dominem recursos para criarem suas próprias peças e entendam melhor como projetar em cartonagem.

Tem mais!

Crochê
A professora Marta Araújo trouxe uma ideia muito boa de aula: um bolso de almofada em crochê. Basicamente, com essa peça, você consegue ornamentar suas almofadas de sala para guardar o controle-remoto, revista ou livro que estiver usando. É um jeito de organizar a bagunça!


Para quem não acredita que o crochê também pode ter uma “pegada” moderna, aí está a prova contrária.

Pintura em vidro
As aulas de pintura em vidro da artesã Ana Maria Ronchel, que também é bordadeira, são inspiradoras. A técnica para pintar vidros é bem simples, mas o resultado fica perfeito e a professora dá uma dica importante: não tem muita gente fazendo esse tipo de peça, o que facilita na hora de vender. Olhe que dica legal, hein?


Claro, no Canal do Artesanato tem muito mais aulas novas, de bordado, costura, Patchwork... E é sempre bom lembrar, caso você não seja assinante: o primeiro mês é grátis!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Fast Patch: afinal, que técnica é essa?

Tem gente que não sabe mexer com uma máquina de costura, ou principalmente, não tem uma disponível para customizar camisetas e fazer barrados em panos de copa, dentre outras opções que a linha e o tecido garantem a nós, artesãs e artesãos. De fato, emendar tecidos com linhas é um processo importante, base das técnicas artesanais de costura e Patchwork.

O fusca é muito fácil de fazer com o Fast Patch. Quem não gosta de colar?

O Fast Patch é a opção moderna de emendar tecidos sem necessidade da costura, colando-os até em outros materiais, como glitter. O segredo é o uso do termocolante para colar um tecido ao outro, com a ajuda do ferro de passar. A temperatura indicada é para tecidos de algodão.

É possível fazer muita coisa com a técnica de Fast Patch. No Canal do Artesanato, a artesã Valéria Souza ensina a fazer desde fantasias a decoração de festas, capa de livro e estojo.

Alcançar bons resultados com o Fast Patch é muito rápido. Se você é uma das pessoas que gostaria de emendar tecidos de forma diferente, essa é a técnica do Canal mais indicada!

Já é assinante do Canal do Artesanato? Assista à mais recente aula de Fast Patch.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Reciclagem artesanal: conheça as aulas de Beth Pires

Para quem gostaria de assinar o Canal do Artesanato e quer conhecer melhor o site, o Canal possui uma seção com todos os professores-artesãos e todas as aulas disponíveis de cada um deles. Nesta matéria, vamos dar destaque à professora Beth Pires, pedagoga que começou a desenvolver a técnica de reciclagem artesanal há 20 anos e descobriu sua vocação com essa prática (veja quais são as aulas de reciclagem artesanal no site do Canal do Artesanato).


A base da reciclagem artesanal é utilizar materiais facilmente encontrados em casa, mas que estão em desuso hoje em dia, para criar peças úteis para o seu próprio lar, ou para venda.

Revistas antigas são um dos materiais básicos para trabalhar com reciclagem artesanal. Ao fazer canudos de papel com folhas delas, a artesã Beth Pires cria a base para fazer mais diferentes peças – pode ser um soulsplat, porta-controle remoto e porta-retratos, entre outros. Outros materiais utilizados são CDs, casca de alho e ovos, rolo de papelão, e muito mais.

A vantagem da reciclagem artesanal é que para começar a fazer, o investimento é pequeno: com um pouco de cola, tesoura e as tintas recomendadas no Canal, dá para fazer diversas peças diferentes.

Esta pode ser exatamente a técnica que ajude você a mergulhar de vez na prática artesanal! Acesse o Canal para conhecer mais sobre a reciclagem artesanal.

sábado, 12 de setembro de 2015

Dia mundial do crochê: sempre é bom comemorar!

O crochê é uma arte antiga e uma das preferidas pelas artesãs brasileiras. Com pelo menos dois séculos de história da maneira como a conhecemos hoje, a técnica é uma das mais econômicas do artesanato: com apenas linha, agulha e nossas mãos, conseguimos criar todo tipo de peça.


Por tanto trazer de bom a todos nós, gostaríamos de deixar registrado o nosso amor por esta arte incrível. O crochê ocupa a mente, é uma maneira de criar e se expressar, até ajuda a fazer o orçamento da casa!

Recomendamos mesmo o crochê. Se você não conhece e gostaria de aprender a técnica, aproveite a oportunidade com as aulas do Canal – há diversas variedades pelas quais você pode se apaixonar, como o patchcrochê, o crochê endurecido e acessórios em crochê.

Pratique essa ideia, e feliz Dia Internacional do Crochê!

Obs.: se quiser, conte nos comentários a sua história com o crochê!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Canal do Artesanato: scrapfesta e outras aulas da semana

Nesta semana, algumas das principais técnicas abordadas no Canal do Artesanato foram: a marchetaria, o scrapbooking, a forração em EVA, o tricô, entre outras.

As peças ensinadas são utilitárias, podem ser usadas no dia a dia ou em ocasiões específicas. Dessas, destaca-se a nova aula de scrapfesta da artesã Francis Rangel, parte de uma série de aulas de como preparar a decoração infantil de uma festa com temática de circo. Com materiais variados, técnica simples, mas muita atenção a detalhes, as aulas dão condições a você de fazer um aniversário especial marcado com o seu trabalho manual, ao mesmo tempo que economiza um bom dinheiro.



Para fazer o bolo fake, por exemplo, é necessário criar camadas de isopor, cobrir suas laterais com tecidos e acrescentar detalhes com glitter. Você não precisa seguir todos os ensinamentos à risca e pode fazer as peças do seu jeito, com a sua personalidade.

Com as aulas de scrapfesta circo, você consegue fazer uma decoração completa.

Mais aulas de scrapfesta serão adicionadas ao Canal do Artesanato nas próximas semanas. Não perca!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Entrevista exclusiva com Mateus Moraes

Mateus Moraes é um dos professores de tricô do Canal do Artesanato e uma das pessoas que mais entendem da técnica no país. O artesão e fashionista já participou de diversos congressos sobre a técnica, sempre busca estudar e se aprimorar cada vez mais, mas como todo mundo, ele também não entendia de nada a respeito do tricô quando começou.


Mateus prefere agulhas circulares, que dão mais flexibilidade
na hora de criar as peças e permitem o tricô sem costura

Na entrevista abaixo, Mateus conta a respeito de suas experiências, aponta características do tricô no Brasil, dá dicas de como precificar as peças e muito mais. Acompanhe:

- Por que você começou a fazer tricô?

O tricô surgiu na minha vida a partir da necessidade de ganhar dinheiro extra para pagar um curso de inglês. Dentro de todas as artes manuais, essa foi a mais fácil para mim por eu conviver com algumas pessoas que tinham muito conhecimento sobre tricô e crochê.

- Você teve grandes dificuldades quando começou a fazer?

O meu aprendizado foi lento, pois eu precisava absorver a lógica da construção em tricô e entender o tecimento, algo que não aconteceu de forma rápida. Mas a persistência aliada à necessidade foram minhas grandes amigas em todo esse processo.

- Quais conhecimentos são importantes para uma tricoteira poder criar e fazer suas próprias peças?

Além dos pontos básicos: tricô, meia e laçada, uma tricoteira que ainda está em nível inicial, ou seja, ainda não foi além do cachecol, precisa praticar a construção de peças, como: blusas, casacos, entre outros, através de receitas prontas. Aprendendo a interpretar e executar receitas, a tricoteira desenvolve a criatividade, passa a conhecer vários tipos de construções e com o tempo vai se sentir capacitada para elaborar e dar vida às suas próprias criações.

- Quais são as principais características do tricô brasileiro?

No Brasil, ainda se utiliza muito o fio acrílico. Essa linha tem um valor de custo mais acessível ao consumidor, mas sua desvantagem é a pouca durabilidade da peça. Existe o tricô de verão, que é muito executado com as fibras vegetais. O nosso tricô é bem regional e os grandes polos, como Monte Sião, por exemplo, fazem muito tricô à máquina. Embora eu não tenha nada contra este tipo de tricô, sou fascinado pela malharia manual.

- O que a tricoteira deve ter em mente na hora de precificar e defender suas peças para o cliente?

Sempre sugiro visitar sites específicos de venda para produtos artesanais com o propósito de fazer uma pesquisa de mercado e depois precificar o seu trabalho. Quando eu faço uma peça para vender, calculo o valor de todos os materiais utilizados (desconsiderando o valor das agulhas e tesouras), multiplico por três e somo mais cinquenta por cento. Trabalho artesanal e manual não se pechincha; negocia e se abaixa o preço. Quando o cliente compara o trabalho pronto com o do concorrente, como consumidor ele tem o direito de pagar o que for melhor para ele, e o artista tem o direito de vender para quem pode pagar, pois só quem sabe fazer é que conhece o trabalho que dá!

- No Brasil, o tricô é muito associado ao frio. Quais são os segredos para fazer peças que vão bem durante períodos de calor?

Para o verão, recomendo fios de origem vegetal, como: algodão, fibra de bambu e viscose; usar pontos rendados e cores vibrantes.

- No Canal, você explica como são os diversos tipos de agulha. Qual é o seu tipo favorito para tricotar?
Sou fã incondicional das agulhas circulares por serem mais leves e por me permitirem explorar inúmeras possibilidades, como por exemplo: o tricô sem costurar.

- Em sua opinião, qualquer pessoa consegue aprender a fazer tricô?

Sim. Independente de qualquer limitação física, motora ou cognitiva.

- Quantas horas uma pessoa precisa praticar por dia quando começa?

Depende da necessidade e do tempo de cada pessoa. Eu pratiquei por três dias durante várias horas até entender todo o processo lógico do tricô e depois fui me propondo desafios.

- Quais novidades as pessoas podem esperar das aulas do Canal?

Surpresas estão por vir! Me aguardem! Obrigado pela credibilidade.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Medidas em tricô: aulas para não dar nós na cabeça

Fazer um cachecol ou um gorro em tricô pode ser complicado para iniciantes, mas muita tricoteira apanha mesmo com peças mais dificultosas, que envolvem medidas e construções em tricô, como coletes e blusas. Para fazê-los, é preciso saber como fazer as medidas de costurar, além de calcular quantos pontos serão necessários para atingir os comprimentos e larguras certos.

Tirar as medidas é como na técnica de costura, mas calcular os pontos é mais difícil!

A professora Darci Aceto conhece os segredos e os ensina nas aulas do Canal do Artesanato para você saber como proceder. Também existe uma tabela de conversão de pontos, disponível para assinantes do Canal, que vão lhe ajudar bastante a tricotar a quantidade de pontos certa depois de fazer as medidas.

Acesse as aulas do Canal para saber mais! O primeiro mês é gratuito.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Canal do Artesanato: aulas novas da semana

Todo dia tem aulas novas no Canal do Artesanato. Separamos alguns dos destaques desta semana, que são de técnicas para todos os gostos, de Patchwork a forração.
Porta-retrato com aparas de madeira, com Gílian Demori
Tem pedaços de madeira sobrando aí? Pode ser até de algum caixote de feira! A artesã Gílian Demori ensina os truques para mexer com esse material e utilizar verniz, tinta, e muitos outros, para criar uma peça bonita, mas sem perder o aspecto rústico da madeira.
Esta e outras aulas de aparas em madeira são muito recomendas para quem gosta de “brincar” com vários materiais em uma mesma peça. Veja só o resultado final:
Não vai dizer que você não colocaria uma foto sua em um retrato como este, hein
Potes para cozinha e abajures em forração, com Carmem Freire
A artesã Carmem Freire, especialista em crochê e criadora do produto Endurece, personalizou para sua própria casa abajures e potes de cozinha com a técnica de forração. O que é bacana é como ela se preocupa com o acabamento das peças – todas essas dicas ela ensina na aula. Qual material ela utiliza para colar? A resina impermeabilizante (isso mesmo, não descola e garante durabilidade à peça).
Você pode usar qualquer tecido que quiser, mas a gente ensina como fazer o acabamento.
Várias aulas de Patchwork com Elza Aidar e muito mais
Se o que você gosta é de remendar tecidos e ficar cada vez mais afiada com a técnica, as novas aulas de Patchwork são super recomendadas.

Parece tão difícil, mas como a professora Elza Aidar ensina, Patchwork é técnica. E aí fica mais fácil!
Não tem só isso, também! Acesse o Canal e prepare-se para fazer arte. O feriadão está aí, então dá para aproveitar e colocar o artesanato em dia!
Bom final de semana!